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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dia de Luto

Está inaugurada no Brasil a caminhada rumo ao massacre de inocentes.

Esta primeira linha pode soar muito trágica, mas não se enganem, é disso mesmo que se trata: o primeiro passo na tentativa da liberalização total do aborto e, depois, da eutanásia e da eugenia pura e simples, mesmo de pessoas já crescidas.

A decisão de ontem do STF é um problema muito complexo, que envolve questões políticas, científicas, filosóficas e humanas.

Politicamente o STF, que deveria ser o Guardião da Constituição, resolveu que quando o Legislativo não quer fazer a lei que lhes agrade, eles mesmos fazem. O recado é claro: não queremos saber de democracia quando o assunto são os nossos interesses. E daí se as leis devem ser propostas e votadas pelos representantes do povo? E daí se o povo é em sua maioria acachapante contra o aborto? Nós somos o verdadeiro "povo", somos a vontade popular e é de nós que "todo poder emana" (art. 1°, parágrafo único da Constituição Federal), nós, os 8 ministros do STF.

É o primeiro problema, mas não o mais grave. Foram contra a vontade do povo brasileiro, são traidores da pátria. Jogaram no lixo a democracia, são, portanto, seus inimigos. Mas a esfera política é só a mais abstrata e sem importância de todas.

Cientificamente eles bateram o martelo sobre a vida e a certeza científica, tendo querido fazer isto ou não. A ministra Rosa Weber até tentou deslocar a discussão do plano científico, lembrando que a Teoria da Ciência mais atual retira o seu caráter de certeza absoluta, para substituí-lo por uma mera probabilidade. Porém, neste caso, a questão jurídica está intimamente ligada à científica. O diagnóstico médico será usado como única prova necessária para o aborto.

Quem em sã consciência acredita 100% em um diagnóstico médico? Diariamente quantos diagnósticos se mostram errados? Qual a percentagem do encéfalo não deve existir para se considerar anencefalia? E os casos concretos de bêbes diagnosticados como anencefálicos que sobreviveram mais de um ano? Quem fiscalizará o diagnóstico? Quem garante que o médico não deixará suas convicções influenciarem para o diagnóstico que "poupa o sofrimento da mãe"? Alguns ministros, depois de feita a besteira, se aperceberam do tamanho do problema e tentaram fazer com que o relator mudasse seu voto. Em vão. Segundo ele: "se houver erro de diagnóstico se processa depois".

Filosoficamente também tivemos o estabelecimento de entendimentos perigosos, vou citar os que lembro de cabeça: 1 - A vida do feto é inferior ao sofrimento da mãe - ora, se por causar sofrimento uma vida pode ser terminada, quem garante que no futuro um filho problemático, alguém com Sindrome de Down, ou cego, mudo, surdo, com alguma deficiência e incapacidade não será abortado ou assassinado legalmente?; 2 - A vida não é vida quando a morte é iminente (parece brincadeira, mas um ministro disse que a anencefalia é fatal em 100% dos casos, como se qualquer vida não fosse) - ora, neste caso pessoas com doenças em estado terminal também podem ser assassinados; 3 - "A vida não é para a morte, a vida é o espetáculo de viver" - É duro saber que saiu da boca de um ministro da Suprema Corte uma coisas destas, mas é pior ainda saber que, seguindo este raciocínio, quem não vai participar do espetáculo pode morrer: quem vai sofrer, quem não tem condições de uma vida digna, crianças que vão passar fome, quem escolhe sofrer por amor ao próximo, etc...

Tudo isto é muito ruim e muito perigoso, mas a pior conseqüência do malfadado julgamento de ontem é, sem dúvidas, humano. Quando o ser humano aceita discutir sobre o valor da vida, quando ele permite que critérios utilitários sejam usados para dar valor a uma pessoa, ou não reconhece como tal um ser a quem falta apenas um pedaço, quando não vê mais valor no sofrimento, é porque se chegou ao fundo do poço. Não há civilização, sociedade, país ou comunidade que se mantenha sobre esses "valores", porque deixaram de se preocupar com a humanidade. São recentes na história do mundo exemplos de fracassos iguais: Alemanha nazista e comunismo de modo geral.

Como bem disse meu querido pastor, D. Luíz Mancilha Vilela, o sofrimento muitas vezes torna a família mais humana e cheia de compaixão, ao passo que o aborto torna as pessoas envolvidas menos humanas.

E nós, o que devemos fazer? Primeiro e antes de tudo rezar, não só para esta causa, mas de maneira a cultivar uma vida interior, como eu disse no último post. Segundo, nunca, jamais, esquecer da pessoalidade dos envolvidos. Abstrair a humanidade do outro lado já é entrar no seu jogo. Terceiro, não se esquecer do sofrimento da mãe e da família. Na quase totalidade dos casos a mãe está sob forte abalo e, embora o ato seja um crime, ela não é um monstro. Por fim, dentro das suas capacidades se formar sobre o assunto desde outros pontos de vista e evitar dar argumentos religiosos. Não se esqueça de que quem defende o aborto não é católico e pouco vai ligar para a Revelação, isto vai ajudar apenas a criar uma dicotomia entre razão e fé, que não é verdadeira e agrava os preconceitos do outro lado.

Diante do calor do momento vou publicar este texto sem revisar, mais tarde faço alguma alteração se achar necessário.


"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

sábado, 23 de outubro de 2010

Aborto e excomunhão

O blog estava parado, mas diante dos últimos acontecimentos eu não poderia me calar. Serei objetivo:

Quem teve a graça de receber o batismo não pode votar no PT
, simples assim.


"Quem me ama guarda meus mandamentos e os pratica"

A alma que pertence à Nosso Senhor Jesus Cristo deve agir em conformidade com os seus mandamentos e os de sua Santa Igreja. Todos os atos de sua vida devem ser norteados por estas Palavras de vida eterna. Ou fazemos ao menos um esforço para obedecer Nosso Senhor, em todas as esferas da vida, ou não somos cristãos.

Sem isto de que valeria ser católico? De que valeria ir às missas, ser batizado, ou até fazer caridade? Melhor que não fossemos.

Um cristão não pode, portanto, dar o seu apoio (com voto ou qualquer tipo de cooperação) à um partido político ou candidato que tem como programa a descriminalização do aborto. Crime que a Igreja pune com a excomunhão automática (maior pena possível no direito canônico).

Quem conscientemente dá seu voto ao PT, será, de certa forma, responsável por todas as vidas inocentes ceifadas com o aval dos projetos e normas aprovadas por este eventual governo, e responderá por sua omissão no dia do seu Juízo.

E não se deixe enganar, se ainda lhe restam dúvidas sobre o comprometimento petista com a legalização do aborto, você tem a obrigação moral de procurar as informações verdadeiras, sem preconceito, sem tapar o Sol com a peneira.

Se você já se convenceu, é seu dever formar os seus irmãos, ao menos os mais próximos e, sobretudo, os que estão sob sua responsabilidade.

Segue algum material sobre o assunto:











Documentos da CNBB-Regional 1 criminosamente apreendido pelo PT. Imprima você mesmo e distribua. (frente - miolo).

PNDH (programa nacional de "direitos humanos"), fabricado pelo PT, e assinado por Lula e Dilma. Link oficial do Ministério da Justiça (atente para as páginas: 91 - letra "g"; 92 - "recomendações"; 143 - letra "g"; 212 - item 179; 218 - item 334; Dilma: pag. 178 e 185).

Resoluções do 3º Congresso do PT. Link do site do próprio PT (vide página 82).

Não podemos nos calar meus amigos. Não tenham medo de ameaças, vidas inocentes dependem da sua ação. Mas sobretudo, não esqueçam de consagrar o Brasil ao Imaculado Coração de Maria em suas orações.



"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Grito Silencioso

Esse vídeo merece ser visto e repassado. Achei no Contra o aborto e divulgo aqui.



"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pirracentos

O bloguinho anda meio sem atualizações e tenho que pedir desculpas aos meus fiéis leitores (com o perdão do trocadilho :-)). Isto está acontecendo por dois motivos: Primeiro porque encasquetei que tenho que escrever sobre um tema específico, e isso, como sempre, acaba me paralisando, ainda mais porque peguei algum material para ler antes e não tenho idéia de onde começar; O segundo motivo é que não queria escrever muito sobre a movimentação em torno da polêmica envolvendo D. José Cardoso Sobrinho.

Já manifestei aqui meu apoio irrestrito ao ato de modelar macheza de Sua Excelência Reverendíssima e rezo por ele todos os dias, mas a poeira que está se levantando por conta de algo tão simples a meu ver só tem uma explicação: minar a autoridade moral da Igreja.

A questão é clara como água: Quem assassina crianças indefesas no ventre materno, ou participa de alguma forma deste ato, está fora da comunhão com a Igreja, ponto. E foi exatamente isto o que fizeram com os gêmeos que a pobre menininha carregava em seu útero. Mais: com tal crueldade que não se desejou nem mesmo dar uma pequena chance de vida para eles, esperando algumas semanas para que se fizesse uma cesariana.

Mas o incrível é que apesar disso tudo ninguém discute a falta de um laudo médico demonstrando o perigo à vida da pequena mãe, ninguém sequer se questiona se as duas vidas mereciam pagar pelo crime cometido pelo pai, mas, ao invés, fazem um escarcéu porque o Bispo comunicou às pessoas envolvidas que elas estavam fora da comunhão com a Igreja. Ora, façam-me o favor.

Qual é o problema afinal? Colocar para fora da Igreja quem não liga a mínima para os seus dogmas? Sim, porque se o sujeito intimamente ainda se considerava um católico, ou por desconhecer a ilicitude de seu ato ou por ter sido movido simplesmente pelo desejo de salvar uma vida sem perceber o assassinato das outras duas, o ato de D. Sobrinho foi de extrema misericórdia, pois, se antes não sabia, agora pode correr ao bispo para buscar seu perdão e sua regularização, imagina se morre sem saber?

Se para os não-católicos a comunicação da excomunhão não tem sentido nenhum e para os católicos é um ato de misericórdia, qual o motivo de tanta polêmica então? Simples, fazer calar uma das poucas vozes fortes contra a liberação do infanticídio neste país, a Igreja, e a única forma que encontraram de fazer isso foi esperneando, batendo o pezinho, desviando a atenção do crime cometido para a pirraça de quem sequer está ligando para o castigo. Dá para perceber como essa gente está preparada para discutir um tema tão sério como a proteção à vida.

No mais, a curto prazo, a estratégia falhará miseravelmente: O sentimento popular de autoridade moral da Igreja só deve se fortalecer com tudo isto, já que a excomunhão foi bastante ressaltada como algo forte e da qual se deve fugir; e Cristo ensinou que devemos nos alegrar quando nos perseguirem por causa dEle, estamos todos felizes, principalmente deve estar Sua Excia. Revma., que de quebra levou as orações de milhares de fiéis.

Pronto, falei!


p.s: Só mais uma coisa, o sr. presidente disse hoje que: "Como cristão, sou contra o aborto, mas como chefe de Estado tenho que tratar como uma questão de saúde pública", já disseram algo parecido para Jesus certa vez: "olha, eu não vejo nada de errado no senhor não, mas como chefe da galera aqui eu vou ter que mandar crucificar".


"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

E se fosse no Brasil?


Ok, a notícia está por todo lado na internet, mas eu não poderia deixar de fazer uma menção honrosa ao sr. Presidente do Uruguai.

Para quem ainda não sabe, o Congresso daquele país aprovou uma lei que permitia às uruguaias matar seu bebê até a 12a. semana de gestação. Entretanto, o presidente Tabaré Vázquez vetou a lei, alegando "graves razões filosóficas". Seu veto dificilmente será derrubado, garantindo que o Uruguai continue livre da liberalização deste crime.

Parabéns sr. Presidente, que seu exemplo possa ser seguido em outros países.



"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Importantíssimo

O objetivo é nobre, então não há como não acatar o pedido do Fabrício, do Palavras Apenas. Em resumo: precisamos de vozes em defesa dos pequeninos. Leiam e não deixem de ajudar, por favor!

Reproduzo:

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Por favor, percam 5 minutos lendo este importante recado de Austin Ruse, presidente do Instituto da Família Católica e dos Direitos Humanos:

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29 de setembro de 2008

Caro amigo,

A ONU irá celebrar o 60° aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos no dia 10 de dezembro deste ano.

Para celebrar esta ocasião, grupos radicais pró-aborto pretendem apresentar à Assembléia Geral da ONU vários abaixo-assinados exigindo o direito universal ao aborto.

Os maiores, mais opulentos e mais poderosos grupos pró-aborto estão neste exato momento planejando seu ataque aos nascituros na Assembléia Geral.

Campanhas estão sendo promovidas hoje pela IPPF (International Planned Parenthood Federation) e pela Maire Stopes International, dois grupos que, juntos, são responsáveis por mais abortos do que qualquer outro grupo no mundo. Ambos os grupos são bastante estimados pelos poderes estabelecidos da ONU; e seus esforços em promover um direito internacional ao aborto são bem-vistos por muitos Estados Membros das Nações Unidas, talvez pela maior parte da burocracia da ONU, e por poderosas fundações norte-americanas que repassam milhões para promover o aborto na ONU e ao redor do mundo.

Nós precisamos pará-los em dezembro.

Eu estou escrevendo para lhe pedir que assine um abaixo-assinado exigindo dos Estados Membros da ONU, uma interpretação da Declaração Universal dos Direitos Humanos que proteja as crianças nascituras do aborto. Você sabia que a Declaração Universal exige o direito à vida? Você sabia que, hoje em dia, os comitês da ONU interpretam-na como favorecendo o direito ao aborto? Nós podemos pará-los.

Por favor, clique AQUI para assinar o abaixo-assinado que nós iremos apresentar à ONU no dia 10 de dezembro, dia da celebração do 60° Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No mínimo, precisamos alcançar o número de signatários que aqueles que defendem o aborto conseguirão. Eles irão apresentar milhares e milhares de nomes. NÓS PRECISAMOS ALCANÇÁ-LOS!

Para assinar o abaixo-assinado, clique AQUI, e por favor, repasse esta mensagem para todos os teus familiares e amigos. Nossa meta é apresentar mais de 50 mil nomes à Assembléia Geral. Nós precisamos da tua ajuda desde já, para impedir os abortistas de fazerem seus planos progredirem na ONU.

Nós estaremos promovendo esta campanha pelas próximas seis semanas. Há tempo suficiente para fazer este abaixo-assinado chegar a todos os seus contatos, e ao redor do mundo inteiro. Este apelo é internacional. Por favor, ajude-nos.

Imagine o espanto estampado em seus rostos quando atirarmos sobre a mesa 50 mil nomes! Seja parte disso. Assine o abaixo-assinado AQUI e faça com que esta mensagem se espalhe ao redor do mundo.

Sinceramente seu,

Austin Ruse
Presidente
C-FAM - Catholic Family & Human Rights Institute
(O único grupo pró-vida trabalhando exclusivamente nas políticas sociais da ONU.)

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Reproduzam em vossos blogs, enviem por e-mail, coloque link em vossos sites, enfim, vamos espalhar essa mensagem e ultrapassar os 50 mil desejados pelo Austin, com a graça de Deus, e a assistência da Virgem Santíssima, de São Miguel Arcanjo e de Santa Gianna Beretta Molla!

Paz e Bem!

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"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Tu votas, ele vota... eu não.


Eleições... ô época divertida! Depois que me recupero do pessimismo é sempre bom acompanhar o horário eleitoral. Não que me influencie em alguma coisa, aliás geralmente só serve para me convencer de que está tudo errado mesmo, mas sempre rende muitas risadas.

Na parte feita para dar risadas tem sempre alguém que não consegue ler direito o que tem que falar, tem sempre gente olhando para o lado ao invés de falar para as câmeras, tem um aqui que gravou um passeio na rua com uma câmera de celular e colocou isso no seu espaço de televisão, tem outro que sempre termina assim: "é Lig Lig (essa é a alcunha do sujeito), ligligliglig rrrrrr rrrrrrr (a legenda traduz assim o som gutural que ele emite)", e cada cidade tem sua peça: tem um que diz: "cansei de trabalhar, agora quero ser vereador", tem o Cristo, o Papai Noel, enfim, tem para todos os gostos.

Na parte do "tá tudo errado", além dos palhaços, fico na certeza de que nenhum candidato ali jamais poderia, nem por sonho, dizer que me representa em alguma coisa. As propostas são praticamente idênticas, é só: "eu vou fazer isso e aquilo". Ninguém promete diminuir o IPTU e o ISS ou abrandar as leis fiscais, p.ex.

Mas, também, quem se importa com isto, não é mesmo? Quem se importa que o sujeito tenha sido terrorista ou que pregue que o assassinato de crianças ainda no ventre materno deva ser descriminalizado? Quem se importa que ele pense que distribuição de renda é roubar dos ricos para dar aos pobres? Aliás, quem se importa se o cara mentiu e disse que ia fazer e não fez?

Ninguém se importa. No final ganha a campanha mais bonita, a mais cheia de promessas, a que conseguiu encantar de um jeito ou de outro, menos por um convencimento racional de que o candidato seria o melhor para o futuro ou, ao menos, de que os ideais do sujeito representam aquilo que eu acredito. Isso é o mínimo. Como eu posso afirmar que Fulano representa Sicrano se, confrontados os seus valores, estão francamente em oposição?

Caso você seja um dos "tu"s do título e não queira exercer esse seu "direito obrigatório" só com base na campanha bonitinha, não se esqueça de que o PT apoia abertamente o aborto (assim como outros partidos), fato que, sozinho, já deveria impedir qualquer católico de votar em um dos seus candidatos, p.ex.





"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Caravana da Morte


Tenho poucos leitores aqui do Espírito Santo e conheço pessoalmente a maioria deles, por isto sei que já devem conhecer a notícia, mas não posso deixar de comentar o "evento" que deve acontecer por aqui.

Trata-se de uma caravana idealizada e realizada pela UNE que fará uma parada aqui na capital para "debater" o tema: "Legalização do Aborto: aspectos legais, morais, políticos sob a ótica da saúde pública".

Esta tal caravana é uma parceria entre a UNE e o Ministério da morte... digo, da Saúde, e não visa debate nenhum, quer sim propagandear a liberação do aborto, desejada pelos monstros no poder, aqueles crápulas que dizem representar o Brasil, o mesmo que rejeita por ampla maioria a liberalização deste crime.

Sei que nesses eventos sempre têm gente bem intencionada e, por mais que minha indignação queira me levar a chutar o balde e desancar todo mundo, tenho que apelar ao bom senso de quem tenha a intenção de participar desse absurdo.

Meus prezados, não há "mundo melhor" sem moral. Já cansei de dizer isto por aqui: mesmo a opção por "não ter" uma moral, um liberalismo, já é uma opção moral, já é a escolha de certos valores que nortearão as atitudes individuais.

Optar, por outro lado, por uma moral que se permita "debater" a vida, que se dê o direito de escolher um marco inicial fictício, utilitarista ou por conta da existência ou não de certas características fisicas não poderá jamais ser causa de alguma coisa verdadeiramente boa.

Além disto, o modo como a vida é tratada nos princípios básicos da ética será decisivo para a sua valoração em todos os casos. Possibilitar uma discussão sobre a vida intra-uterina é abrir espaço para a mesma atitude quanto aos já nascidos.
Enfim, dói muito receber essas barbaridades na minha cidade, dói ainda mais saber que é "patrocinada" pelo dinheiro público, idealizada por espertalhões que detestam o Brasil, detestam seus filhos, detestam seu povo.

p.s: somente depois eu percebi que a coisa estava marcada para esta segunda... passou, mas vale o escrito.

"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Marcela


Existem certas coisas que devem ser divulgadas, pequenos acontecimentos da vida real que destroem laudas e mais laudas de "argumentos" científicos.

O caso da Marcela certamente é uma dessas coisas.

Um dos argumentos repetidos ad nauseam pelos abortistas afirma que a existência de vida humana está atrelada à existência de um cérebro plenamente desenvolvido. De acordo com eles os bebês anencéfalos devem ser abortados, até porque não sobreviverão mais do que alguns minutos fora do útero da mãe.

Pois bem, esqueceram de contar isto à pequena Marcela. Mesmo com o diagnóstico feito no pré-natal a mãe de Marcela optou por deixar que a gravidez tomasse seu curso natural e teve sua filhinha. Segundos, minutos, dias, meses se passaram e Marcela continuava surpreendendo a todos, se alimentava, sentia falta da mãe e até sorria.

Infelizmente, um ano e oito meses depois de seu nascimento Marcela deixou sua corajosa mãe e todos nós (aspirou leite, coisa que poderia acontecer com uma criança sadia), mas não sem antes destruir alguns argumentos.

Dia 04 ela foi sepultada, cercada de 1000 amigos no local e muitos defensores da vida de longe.

mais aqui

e aqui

e aqui também.



"Tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Enquanto isto, nos outros blogs

"O que é mais curioso nesta tragédia humanitária toda é notar como o direito ao aborto, que na ideologia feminista existe para defender os direitos da mulher, está ele mesmo a dizimar os direitos da mulher. No afã de um igualitarismo irrestrito e de direitos femininos ilimitados ao próprio corpo, vai-se conhecendo a maior discriminação prática à mulher que já se ouvir falar, àquela aonde não lhes foram concedidas nem o direito a própria existência."

O Cultura da Vida demonstra como é imbecil o argumento segundo o qual o aborto é um passo para a valorização da mulher na sociedade. Na Índia o aborto tem levado a uma queda impressionante do número de meninas.

Recomendo vivamente a visita e a leitura da notícia.

Em tempo, O Possível e o Extraordinário também chamou atenção para o Cultura da Vida. Não há cópia minha neste caso, há semelhante estupefação.



"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Mais Calvin e STF

A coisa está ficando séria, acho que sem querer acabei descobrindo o guru de alguns Ministros. :-O


- "o que é a vida?"
...



"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

Artigo do Reinaldo Azevedo

Hoje li um artigo publicado ontem de madrugada pelo Reinaldo Azevedo, se tivesse visto antes nem teria escrito nada, teria só catado o post dele. Mas, antes tarde do que nunca.


AOS TRÊS MINISTROS DO SUPREMO QUE AINDA NÃO VOTARAM: células-tronco embrionárias, a demonização do catolicismo e a ética reduzida ao puro pragmatismo

Ontem foi um bom dia para eu proclamar uma das minhas máximas: o verdadeiro negro do mundo é o macho, branco, pobre, heterossexual e... católico! Por que “verdadeiro negro”? Porque ainda é a forma mais fácil de ser oprimido — pelo menos até eu emplacar o meu movimento em defesa dos “indiodescendentes” brasileiros e expropriarmos a “aldeiola” — é a versão indígena do quilombola — de Ipanema. O católico está prestes a se tornar uma “minoria sociológica” no Brasil — embora seja uma esmagadora maioria numérica. Mas se nota, sobretudo em boa parte da imprensa, o óbvio: o que vem da Igreja Católica não serve e, necessariamente, oprime as liberdades. Um católico está no último degrau da cadeia alimentar ideológica — ou no primeiro, a depender de por onde se comece a olhá-la. O católico é sempre o primeiro indivíduo a virar ração dos predadores da cultura ocidental.

Por que digo isso? O ministro Carlos Alberto Direito foi o primeiro a fazer restrições à pesquisa com células-tronco embrionárias, ao menos na forma como ela está expressa na Lei de Biossegurança. Escrevo este texto antes de os jornais entrarem na Internet. Não vou mudá-lo depois. Mas intuo que repetirão o que as TVs não cansaram de martelar ao longo do dia: “Carlos Alberto Direito, ligado à Igreja Católica...” Ele não é “ligado” a coisa nenhuma. É católico, assim como outros, ministros ou não, são protestantes, budistas, agnósticos, ateus. A lembrança, claramente, buscava, ainda que de modo contido, deslegitimar o seu juízo, fazendo-o caudatário de uma “organização”, tratada quase como entidade secreta. E, no entanto, se estava falando daquela que é um dos pilares — não porque quero, mas porque é — da civilização ocidental.

Três outros ministros também fizeram restrições às pesquisas — Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Eros Grau. No caso deles, como nunca tiveram a “ousadia” ou o “topete” de se declarar crentes — nessa coisa tão exótica e estranha chamada Igreja Católica!!! —, não se procuraram razões escusas ou sub-reptícias para o voto. A determinação explícita, óbvia, escancarada, de demonizar a Igreja Católica ainda é maior do que a vontade de aprovar as pesquisas com células-tronco embrionárias. E, no entanto, eu lhes digo: ser católico não é ilegal, não é imoral e, creio, também não engorda: a gula é pecado.

A inveja que tenho dos sábios
Tenho algumas invejas nada agressivas, coisas leves mesmo: de quem sabe dirigir automóveis; de quem entende o jogo de beisebol; de quem anda em montanha russa... Sei que nunca farei nada disso. Só uma inveja realmente me corrói: a dos que estão certos de que a vida humana não começa na concepção. Invejo também a facilidade com que conseguem renunciar à lógica sem que se sintam flagrados numa falha intelectual. Explico-me.

Plante uma semente de laranja no útero de uma mulher, e, creio, o máximo que vai nascer ali é uma infecção. “Aquilo” — por ora, chamemos assim o embrião — que lá é depositado deve guardar as informações da espécie, ou não daria origem a um semelhante. “Aquilo”, para que frutifique (não emprego o verbo por acaso), precisa estar vivo. E ISSO NOS LEMBRA QUE AQUILO ADMITE PELO MENOS DOIS ESTADOS: VIVO E MORTO. Ninguém me acuse de estar dando “personalidade” àquilo, de estar fazendo vãs prosopopéias: até um pé de alface pode estar vivo ou morto, não é, senhores ministros? Acho que posso dar àquilo a nobreza que se dispensa a um pé de alface, não? Mas sigamos.

Se aquilo guarda todas as informações dos semelhantes de onde deriva, se aquilo se chama “embrião”, e se ele é um embrião humano, é preciso admitir que se está reivindicando a licença de, bem..., como dizer?, matar embriões humanos. Acho que não é, assim, tão chocante empregar para “aquilo” um verbo que cabe até às ervas daninhas: nós matamos ervas daninhas, afinal. Matamos até baratas. Logo, embriões também podem ser mortos — ainda que, à feição do ministro Ayres Brito, possamos preferir chamar aquilo de... sei lá, “aquilo”...

Essa tal vida humana
Acredito que a vida começa na concepção — e direi, adiante, por que isso, à diferença do que parece, nos protegeu ao longo da história e nos protege —, e se trata de uma posição bastante clara, de fácil compreensão. Sim, também é essa a opinião da Igreja Católica. Os cientistas e leigos favoráveis à pesquisa com embriões, obviamente, não podem concordar comigo ou com a Igreja — ou estariam admitindo a eliminação de vidas humanas para salvar... vidas humanas. Daí, então, o debate entre eles: “mas quando começa mesmo?” Bem, seja lá qual for o marco inicial que definam, indago: e que nome dar “àquilo” que vive — sim, é evidente que está vivo, ou não serve pra nada — entre a concepção e o que admitem ser o início da vida? Pré-vida? Semivida? Mais-ou-menos-vida? Quase-vida?

Se não têm uma resposta para a questão “quando começa a vida?’, preferem, igualmente, não dar nome nenhum “àquilo”. Aquilo é aquilo. E toda a argumentação se desloca, então, do que é uma questão ética para o universo do puro pragmatismo: “os embriões serão descartados mesmo; seu destino é o lixo”; “os embriões são considerados inviáveis depois de três anos” (há vários relatos demonstrando que não é assim): “os embriões não estão sendo produzidos para pesquisa; são a sobra do que é obtido para reprodução assistida”; “os casais não querem saber mais dos embriões”.

Observem, então, que o que requer uma definição ética se resolve apenas com respostas circunstanciais. Os quatro votos até agora favoráveis às pesquisas e contrários à ação de inconstitucionalidade fugiram da questão de princípio; dedicaram-se apenas às circunstâncias — à diferença dos quatro ministros que lhes fazem restrições: a estes, a questão de princípio interessou. Todo esse pragmatismo nos faz assim tanto bem?

De volta ao catolicismo
Volto à questão do catolicismo do ministro Direito, lembrado como uma “acusação”. Aquela periodização da história que opõe a Igreja Católica das trevas medievais às luzes que vieram antes (o helenismo) e que teriam vindo depois (o Iluminismo propriamente) é só uma tolice juvenil, que os professores de história insistem ainda hoje em inculcar nos estudantes. Boa parte das reservas à Igreja vem da suposição de que a religião tornou a vida da humanidade mais difícil; de que vida boa mesmo tinham os gregos e seu “antropocentrismo”, por exemplo — não é assim?

Na edição nº 1988 de VEJA, de 22 de dezembro de 2006, escrevi um longo texto intitulado “Somos todos cristãos”. A íntegra está aqui. Reproduzo um trecho:

"O sociólogo americano Rodney Stark sustenta que uma das raízes da expansão cristã é a caridade – elevada por Paulo à condição de primeira virtude. E a outra são as mulheres. Em The Rise of Christianity: a Sociologist Reconsiders History, Stark, professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália, Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas – porque meninas – e de meninos com deficiências era "moralmente aceitável e praticado em todas as classes". Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos. Cristo inventou o ser humano intransitivo, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram.

No casamento cristão, que é indissolúvel, as obrigações do marido, observa Stark, não são menores do que as das mulheres. A unidade da família é garantida com a proibição do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal, da poligamia e do aborto, a principal causa, então, da morte de mulheres em idade fértil. A pauta do feminismo radical se volta hoje contra as interdições cristãs que ajudaram a formar a família, a propagar a fé e a proteger as mulheres da morte e da sujeição.”


É impressionante que a média do pensamento que se quer crítico, que defende com tanta energia que a religião fique longe dos debates sobre a ciência, pense na Igreja Católica apenas como fonte de restrições e proibições. A instituição cometeu alguns desatinos ao longo da história (será que a ciência nunca cometeu nenhum?), mas o fato inegável é que a inviolabilidade da vida está entre as causas originais de seu fortalecimento, de sua expansão e de seu enraizamento nas camadas populares — especialmente, sim, as mais pobres. Querer transformar esse legado em nada mais do que obscurantismo é, vejam só, uma forma de obscurantismo. E uma burrice também, decorrente da falta de informação.

Concluo lembrando que outros embates virão pela frente — como o aborto de anencéfalos e, fatalmente, o aborto ele-mesmo. Considera-se a legalização dessas práticas um ato de liberdade, uma “modernização” da legislação. Temo, sim, pela violação de um princípio. Chegará o tempo em que definiremos, muito pragmaticamente, quais vidas merecem ser vividas — já que nos damos o direito de definir o que é ou não vida, ainda que se resista a dar um nome àquela “não-vida” que, se viva não fosse, de nada serviria?

Aos ministros Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, uma modestíssima advertência: cuidado com o que há de trevas no pensamento dos monopolistas das luzes.

***

Vale a pena dar uma olhada nos posts seguintes, igualmente brilhantes, principalmente o "Brucutus Bucéfalos"


"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Luto


Mais uma vez esse blog está de luto... desta vez pela declaração de constitucionalidade do uso de células-tronco embrionárias com a destruição do embrião.

O luto, é claro, é pelos milhões de seres humanos em estado embrionário que serão usados em pesquisas ou simplesmente descartados (o que não é algo novo para a ciência, basta lembrar os milhões de judeus que morreram em nome de experiências científicas em campos de concentração), mas este luto é também pela sociedade brasileira.

O embrião que for destruído não sentirá dor e seu destino será o Céu (ou o limbo, segundo alguns teólogos, o que em todo caso não é ruim), mas a sociedade brasileira deu mais um passo para o fundo do poço moral.

Em resumo, o que o STF fez no dia de hoje foi afirmar que ainda que haja dúvida sobre o início da vida humana ou até sobre o que seja isto (alguns dos Ministros a relativizaram a tal ponto que chegaram a dizer que vida humana é tudo aquilo que há), ela pode ser delimitada por um tribunal (isto também não é coisa nova, a suprema corte americana já afirmou que negros não eram humanos), portanto, a barreira jurídica para a relativização da vida foi quebrada nesse julgamento. Daí para se considerar não-humanos fetos com qualquer idade é um pulo, assim como é um pulo para considerar não-humanos, ou menos humanos, proprietários de terra (como foi feito, embora não legalmente mas na prática, na antiga União Soviética) ou um pulo para considerar não-humanos, ou menos humanos, os católicos, um pulo, enfim, para o abismo.

Aliás, um fato interessante foi narrado por uma das Ministras, que informou que já não está mais em voga os direitos da pessoa humana, tendo sido esta definição trocada pelos "pensadores" por uma mais abrangente: direitos da espécie humana. Ou seja, a pessoa singular, infinita e insubstituível está sendo paulatinamente posta de lado em nome de um ente ficcional, de uma generalização que só existe na abstração do pensamento, a "espécie humana". Isto é terrível, uma inversão diabólica de valores, ao invés de proteger cada uma das vidas, cada um dos indivíduos, pois são eles que compõem a espécie humana, se protege a esta última e o seu progresso, transformando cada uma das vidas que a compõem em meras coadjuvantes (mais uma vez a idéia não é nova,começou com Giambattista Vico, passou e se desenvolveu em Hegel, encontrou uma face monstruosa em Marx e uma prática violenta em seus seguidores e sucessores).

Enfim, com o julgamento de hoje, meus prezados, a vida concreta, individualizada em cada pessoa, deixou de ser para o ordenamento jurídico brasileiro o seu valor primordial, foi substituída por um vocábulo aberto a interpretações, relativizável portanto. É o começo de uma triste parte da história brasileira, que caminha agora para a liberalização do aborto em qualquer fase da gravidez e, se não for impedida, vai desembocar na total ruína do nosso país. Deus nos ajude!


"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

terça-feira, 27 de maio de 2008

Cavalaria.


Alguém lembra dos filmes de bang-bang em que quando o mocinho mais precisava chegava a cavalaria? Levando em consideração o que escrevi abaixo esse deve ser um daqueles momentos, então, hora de chamar a cavalaria.

Peço a todos que por aqui passarem que rezem a ladainha de Todos os Santos em intenção do julgamento de amanhã, para que milhões de brasileirinhos sejam poupados e possam vir a se desenvolver plenamente (com seus próprios pais ou com casais que os adotem, como ocorre nos EEUU).

Ladainha de Todos os Santos

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus pai do céu, tende piedade de nós.

Deus filho, redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus, rogai por nós.

Santa Virgem das virgens, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós.

São Gabriel, rogai por nós.

São Rafael, rogai por nós.

Todos os santos Anjos e Arcanjos, rogai por nós.

Todos as santas ordens de Espíritos bem-aventurados, rogai por nós.

São João Batista, rogai por nós.

São José, rogai por nós.

Todos os santos patriarcas e profetas, rogai por nós.

São Pedro, rogai por nós.

São Paulo, rogai por nós.

Santo André, rogai por nós.

São Thiago maior, rogai por nós.

São João, rogai por nós.

São Tomé, rogai por nós.

São Thiago menor, rogai por nós.

São Felipe, rogai por nós.

São Bartolomeu, rogai por nós.

São Mateus, rogai por nós.

São Simão, rogai por nós.

São Tadeu, rogai por nós.

São Matias, rogai por nós.

São Barnabé, rogai por nós.

São Lucas, rogai por nós.

São Marcos, rogai por nós.

Todos os santos apóstolos e evangelistas, rogai por nós.

Todos os santos Discípulos do Senhor, rogai por nós.

Todos os santos inocentes, rogai por nós.

São Estevão, rogai por nós.

São Lorenço, rogai por nós.

São Vicente, rogai por nós.

Santos Fabiano e Sebastião, rogai por nós.

Santos João e Paulo, rogai por nós.

Santos Cosme e Damião, rogai por nós.

Santos Gervásio e Protásio, rogai por nós.

Todos os santos Mártires, rogai por nós.

São Silvestre, rogai por nós.

São Gregório, rogai por nós.

Santo Ambrósio, rogai por nós.

São Agostinho, rogai por nós.

São Jerônimo, rogai por nós.

São Martim, rogai por nós.

São Nicolau, rogai por nós.

Todos os santos pontífices e confessores, rogai por nós.

Todos os santos doutores, rogai por nós.

Santo Antônio, rogai por nós.

São Bento, rogai por nós.

São Bernardo, rogai por nós.

São Domingos, rogai por nós.

São Francisco, rogai por nós.

Todos os santos sacerdotes e levitas, rogai por nós.

Todos os santos Monges e eremitas, rogai por nós.

Santa Maria Madalena, rogai por nós.

Santa Águeda, rogai por nós.

Santa Lúcia, rogai por nós.

Santa Inês, rogai por nós.

Santa Cecília, rogai por nós.

Santa Anastásia, rogai por nós.

Todas as santas virgens e viúvas, rogai por nós.

Todos os santos e santas de Deus, intercedei por nós.

Sêde propício, perdoai-nos Senhor.

Sêde propício, ouvi-nos Senhor.

De todo o mal, livrai-nos Senhor.

De todo o pecado, livrai-nos Senhor.

De vossa ira, livrai-nos Senhor.

Da morte repentina e imprevista, livrai-nos Senhor.

Das ciladas do demônio, livrai-nos Senhor.

De toda a ira, ódio e má vontade, livrai-nos Senhor.

Do espírito da fornicação, livrai-nos Senhor.

Do raio e da tempestade, livrai-nos Senhor.

Do flagelo do terremoto, livrai-nos Senhor.

Da peste da fome e da guerra, livrai-nos Senhor.

Da morte eterna, livrai-nos Senhor.

Pelo mistério de vossa santa encarnação, livrai-nos Senhor.

Pela vossa vinda, livrai-nos Senhor.

Pelo vosso nascimento, livrai-nos Senhor.

Por vosso batismo e santo jejum, livrai-nos Senhor.

Por vossa cruz e paixão, livrai-nos Senhor.

Por vossa morte e sepultura, livrai-nos Senhor.

Por vossa santa ressurreição, livrai-nos Senhor.

Por vossa admirável ascensão, livrai-nos Senhor.

Pela vinda do Espírito Santo Consolador, livrai-nos Senhor.

No dia do juízo, livrai-nos Senhor.

Pecadores que somos, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos perdoeis, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que useis de indulgência conosco, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis conduzir-nos a verdadeira penitência, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis reagir e conservar a vossa santa igreja, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis conservar a vossa santa religião, o Sumo Pontífice e a todas as ordens da hierarquia eclesiástica, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis humilhar os inimigos da igreja, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis conceder a verdadeira paz e concórdia entre os reis e príncipes cristãos, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis conceder a paz e a união a todo o povo cristão, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis chamar à unidade da Igreja, a todos os que estão alheios a ela, para iluminar todos os infiéis com a luz do Evangelho, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que vos digneis confortar-nos e conservar-nos em vosso santo serviço, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que levanteis nossos corações a desejar as coisas celestiais, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis retribuir, com os bens eternos a todos os nossos benfeitores, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que livreis da morte eterna nossas almas e as de nossos irmãos, parentes e benfeitores, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis dar e conservar os frutos da terra, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis conceder o eterno descanso a todos os fiéis defuntos, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Que nos digneis atender-nos, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Filho de Deus, nós vos rogamos: ouvi-nos.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Pai nosso (em silêncio)

E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amem


"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

E então, que caminho você escolheu?


Tem pouquíssimo tempo que escrevi sobre o primeiro passo necessário para começar a fazer alguma coisa contra a bagunça moral em que nos encontramos, e então, qual caminho você escolheu?

Amanhã (quarta-feira, 28/05/2008), o STF dará continuidade ao julgamento da (in)constitucionalidade da parte da Lei de Bio-segurança que trata do descarte dos embriões humanos e seu uso em pesquisas. Mais sobre o assunto você encontra aqui, aqui e aqui.

O assunto aqui é ainda mais grave do que a forma com que o tratei anteriormente. Lá eu tratava da dúvida da ciência quanto ao início da vida e de como ela deve ser suficiente para proteger o embrião, isso bastaria para convencer um debatedor honesto. Porém agora estamos no mundo real e a parte contrária não é nem um pouco afeita à Verdade. Veja algumas das mentiras deslavadas que contam para enganar os desavisados:

1- colocam no mesmo saco as pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias, como se a declaração de inconstitucionalidade fosse fazer cessar as duas ou que a Igreja fosse contra as duas; Mentira: a Igreja é contra o uso de embriões, que é o mesmo tema da matéria que estará em julgamento.

2- dizem que as células-tronco embrionárias (CTE) são a esperança para a cura várias doenças, inclusive paralisia; Mentira: até hoje nada se conseguiu com as pesquisas com CTEs, enquanto as pesquisas com as adultas já deram em várias patentes de descobertas, inclusive a maior esperança para a cura da paralisia.

3- dizem que as CTEs são melhores que as CTAs porque são pluripotenciais (ou seja, podem se transformar em qualquer célula do corpo); Mentira: pesquisas recentes conseguiram fazer com que as CTAs se tornassem pluripotenciais, além de serem mais controláveis. Ademais, a iniciativa privada voltou toda a sua atenção para as CTAs depois de anos de dinheiro gasto inutilmente com as CTEs

4- dizem que após três anos os embriões congelados tornam-se imprestáveis; Mentira: há casos embriões implantados após 12 anos, os bebês estão vivos e saudáveis para quem quiser ver.

5- pretendem que a ciência já tenha determinado com certeza absoluta o marco inicial da vida; Mentira: coisa de desesperado. Não há qualquer tese válida sobre isto e nem mesmo concordância entre os cientistas, e nem poderia ser diferente, escolher aleatoreamente um momento não é definição científica é chute.

Acho que isso basta não é!? E ai, ainda não se decidiu? Então leia os links que indiquei.


"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Escolha o caminho


Meu negócio agora é com quem leu os artigos citados no post anterior e se perguntou: "então tá, e o que eu posso fazer??".

Se você teve essa reação anime-se, tenho uma notícia boa e uma ruim. A boa é que ao menos vossa mercê ainda percebe que alguma coisa está muito errada, a má é que pode estar ficando mais pessimista do que eu, que acredito que a coisa está ruim mas acho que pode ter solução (mas por favor não se engane, no final das contas eu sou otimista, tenho que ser, sou cristão).

Não vou dar fórmula mágica, realmente não há muito a ser feito a curto prazo, mas você pode começar com um pequeno primeiro passo: comece a ordenar as coisas por seu verdadeiro valor e agir em conformidade com essa ordenação. P.ex: pare de dar à economia o valor que ela não tem. Ela NÃO é a coisa mais importante acontecendo, não é porque o Brasil cresce, que o risco para o investimento é menor, que o dólar caiu, que a bolsa subiu, que tudo está bem. Mais importante do que isso é saber como a elite no poder trata temas como Deus, a Vida, a Propriedade Privada, etc... em suma, como o direito natural tem sido tratado. Se mal, meu amigo, tudo vai mal ou está em passo acelerado para lá. Neste ponto, discussões sobre aborto, uso de células-tronco embrionárias, eutanásia, invasões de terra, etc, são importantíssimas e devem ser encaradas como tal.

Vamos para um caso concreto. Acompanhe o raciocínio, prometo não demorar: Se você encontra uma menina insconciente jogada na rua duas possibilidades passam na sua cabeça: 1- "ela está viva, tenho que ver o que é e ajudar" (vou descartar didaticamente o "ela está viva, mas e daí, não quero nem saber", porque se você pensa assim esse pequeno post não poderá fazer muita coisa); 2- "ela está morta. posso continuar meu trajeto sem parar". Quem em sã consciência pensaria em continuar sem parar? ou diria: "ACHO que ela está morta, vou tirar os orgãos dela, sem anestesia, para doar para outra pessoa"? A simples possibilidade de que haja vida naquele corpo inerte é suficiente para que não se abandone ou descarte a menina. Usando um outro exemplo: você enterraria um ente querido porque simplesmente ACHA que ele está morto?

Para qualquer pessoa com um senso moral saudável, tenha ela a crença que tiver, a vida humana é de tal forma valiosa e insubstituível que a simples dúvida de sua existência motiva todos os cuidados que a certeza dela motivaria. É assim porque temos consciência de que, por menor e mais frágil que seja, cada vida individual é única e infinitamente diferente de qualquer outra. Não é, p.ex., como uma laranja, que pode ser substituída por outra sem qualquer problema. Assim, ao vislumbrarmos a possibilidade de vida humana, vemos não "mais um", mas "um único", que deve motivar em nós todas as ações possíveis para salvá-lo, da mesma forma que os médicos empregam toda sua ciência em curar aquele paciente determinado, pois não adianta deixá-lo morrer e engravidar a patroa em casa para substituir, a matemática aqui não funciona.

Em outras palavras, a vida individualizada em cada pessoa é tão infinitamente importante que é absurdo deixá-la a mercê da sorte de que a minha suposição seja a opção correta. E aqui entra um tema que ocupa os holofotes atualmente, os embriões humanos.

Ora, se a ciência não pode especificar o momento em que a vida se inicia com total exatidão, a simples dúvida sobre o embrião ser ou não vida já é mais do que suficiente para salvaguardá-lo. Em temas dessa magnitude um simples: "ah, pode ser, mas e daí!?", já é monstruoso, já demonstra como a vida humana deixou de ter o valor que ela merece.

Não quero prolongar demais o post, por isso apenas cito algumas conseqüências, talvez não imediatas mas certamente necessárias, desta relativização: eutanásia, discriminações de toda sorte, abortos, violência, eugenia, e todas as doutrinas que pregam que a morte de alguns não faz diferença. (muito embora saiba que essa última conseqüência é de fato também a causa, mantenho-a aqui porque seu crescimento é, geralmente, um dos objetivos de quem propõe a desvalorização da vida humana).

E então, vai passar pelos milhares de meninos e meninas sem voz sem nem indignar-se? ou vai dar à vida o valor que ela merece?


"tuu totus ego sum, et omnia mea tua sunt"